Quinta-feira, 28.04.11


Afonso Miguel às 19:32 | link do post | comentar

Segunda-feira, 11.04.11

A Cigarrilha de Chesterton aparece em boa hora! Promete preencher uma grave lacuna na blogosfera portuguesa no que concerne à divulgação da teoria económica distributista. E digo que promete porque o leque de escribas é de alta categoria. Permitam-se distinguir dois que, com provas dadas, me garantem qualidade acima da media: o amigo JSarto, insigne defensor da Tradição Católica e da boa Doutrina Social da Igreja; o correligionário Manuel Pinto de Resende, importante representante do sempre jovial espírito integralista.

 

Vão lá, pois, passar os olhos, que vale muito a pena.



Afonso Miguel às 13:42 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 29.03.11

(dois preciosos números da revista Nação Portuguesa, quando da direcção de António Sardinha, mais boletim de assinatura e carta aos leitores)



Afonso Miguel às 22:50 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Segunda-feira, 05.07.10

 

Um dia volvido da memória litúrgica da Rainha Santa Isabel, mulher que elevou Avis e Portugal às maiores virtudes e obras de misericórdia, nada melhor do que rever estas palavras de D. Lefebvre, pela actualidade e urgência da verdade que contêm. Dizia a filosofia grega que precisamos de reis filósofos; aponta-nos a doutrina cristã a necessidade de reis santos. A nós, que coroámos Nossa Senhora e que dela recebemos a certeza do dogma, deu-nos Deus a especialíssima graça de a realeza social ser de Maria e, por Ela, de Jesus.

 

«Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus e a divindade de Nosso Senhor é a verdade central da nossa fé. Portanto serviremos a Nosso Senhor como Deus e não como um simples homem. Sem dúvida pela Sua humanidade Ele santificou-nos, pela Graça Santificante que enche a Sua Santa Alma; isto determina o respeito infinito que devemos ter pela Sua Santa Humanidade. Mas actualmente o perigo é fazer de Nosso Senhor um simples homem, um homem extraordinário certamente, um super-homem, mas não o Filho de Deus.

 

Pelo contrário, se é verdadeiramente Deus como a fé nos ensina, então tudo muda, pois sendo assim Ele é Senhor de todas as coisas e tudo resulta da sua divindade.

 

Assim, todos os atributos que a teologia nos faz conhecer de Deus: a Sua omnipotência, a Sua omnipresença, a Sua causalidade permanente e suprema relativamente a todas as coisas, a tudo o que existe, já que Ele é a origem de todos os seres, tudo isto se aplica a Nosso Senhor Jesus Cristo. Tem portanto todo o poder sobre todas as coisas; pela Sua própria natureza é Rei, rei do universo e nenhuma criatura, indivíduo ou sociedade pode escapar à Sua soberania; à Sua soberania de poder e à Sua soberania da Graça.

 

Desta primeira verdade de fé, a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, segue-se a segunda: a Sua Realeza, e especialmente a Sua Realeza sobre as sociedades, a obediência que devem ter as sociedades à Vontade de Jesus Cristo, a submissão que devem ter as leis civis com respeito à lei de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ainda mais, Nosso Senhor Jesus Cristo quer que as almas se salvem, indirectamente sem dúvida, mas eficazmente por uma sociedade civil cristã, plenamente submetida ao Evangelho e que se cumpra o seu desígnio redentor, que seja o instrumento temporal dele. Então o que será mais justo e necessário do que as leis civis se submeterem às leis de Jesus Cristo?

 

O que quer Nosso Senhor senão que o seu sacrifício redentor vivifique a sociedade civil? O que é a civilização cristã, o que é a cristandade senão a encarnação da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo na vida de toda uma sociedade? Eis aqui o que se chama o Reino Social de Nosso Senhor, a verdade que devemos propagar hoje com a maior força possível, frente ao liberalismo.»

 

Dom Marcel Lefebvre



Afonso Miguel às 11:36 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Domingo, 23.05.10

Há minutos, passei pela pouco recomendável Canção Nova que transmitia um programa que me despertou imediatamente a atenção. Um sacerdote, que me pareceu minimamente ortodoxo por estar de vestes talares, respondia desassombradamente sobre a heresia da Teologia da Libertação.

 

Chama-se Padre Paulo Ricardo e é reitor do Seminário de Cristo Rei em Cuiabá, Brasil. É também mestre em Direito Canónico pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e membro do Conselho Internacional de Catequese (Coincat) da Congregação para o Clero. Lecciona teologia e filosofia e publica no Christo Nihil Praeponere. No seu site, encontrei um podcast onde aborda o mesmo assunto do programa, partindo do pensamento de Bento XVI. Pela abrangência que dá ao tema e pela clareza de ideias com que o expõe, parece-me de extrema utilidade que o ouçam. É um curto mas muito esclarecedor "tirar de máscara" àquele que é talvez o pior inimigo interno da Igreja: o marxismo pós-CVII. Basta recordar que aqueles que mais atacaram o Santo Padre a propósito dos casos de pedofilia foram senhores como Boff e Küng, ilustres teólogos da tal libertação socialista utópica que o Padre Paulo Ricardo desmonta e denuncia de forma simplesmente brilhante.



Afonso Miguel às 00:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 18.05.10

Não sei sequer se a Direita - entendida com o campo das ideias daqueles que defendem um conjunto de princípios jusnaturalistas contrários à deriva ideológica da modernidade - existe ainda. Pode ter lugar no coração de muitos, mas não se passeia nos corredores do poder político. A Esquerda - o anticristo ateísta disfarçado de grande libertador tolerante - tomou de assalto os mecanismos do exercício desse poder político e não se resignou à queda das experiências genocídas do passado. Criou outra, acolhendo o neo-liberalismo económico (fazendo-o depender do Estado) e mantendo uma ditadura do pensamento, galopante e dogmática, adversa a qualquer expressão de Cristianismo e de outras coisas que cheirem a baú e a virtude. A não ser que, claro está, nos enredemos na teia-de-aranha marxista até não mais nos conseguirmos escapar.

 

A promulgação do "casamento homossexual" (já aqui tinha justificado que até me borrifava para a concepção civil de casamento, mas o caso não deixa de ser grave) é paradigmática desta situação. Cavaco Silva, tido como homem de Direita, quiçá "conservador", apresenta-se a fazer beicinho, mas lá aprova a coisa para não "alimentar a discórdia pública" (sic). E digam lá que isto não faz lembrar os tempos idos da discussão sobre o aborto, quando a tal Direita cavaquista e pórtista (afecta ao Paulinho das feiras) bradava aos céus que o tema não devia ser trazido à baila porque, e cito de cor, "o momento não o justificava" e "há coisas mais importantes em que pensar". E agora aí temos mais uma vez do mesmo, mas de pernas para o ar: para não dizerem que empecilhava o momento com coisas que podem prejudicar o debate sobre o que "realmente importa", o Cavaco deixou passar a caravana - que os cães estão presos vai para anos.

 

O problema é que não há nada de mais importante nem urgente do que fazer a defesa da vida humana ou, como hoje, da família natural. Seja em que altura for, caia o Carmo e a Trindade, mais as Torres Gémeas e o Euro. Caia o que cair. Mas a Direita, ou aqueles que se julgam senhores de uma herança politico-filosófica que desconhecem por completo, vai argumentando que não dá jeito e que o governo quer criar manobras de diversão com determinados temas, porque não sabem patavina do que hão-de contrapor ao progressismo dos direitos que lhes coloca o comer no prato. Um pouco como um desempregado que entra na Segurança Social a reclamar com tudo e todos, mas que fecha a boca quando lhe dão o cheque para a mão.

 

Esta Direita subsidio-dependente dos postulados da Esquerda não serve. O neo-conservadorismo, pouco distinto do neo-liberalismo e de todos os "neo's" hodiernos, é a mais séria ameaça ao pensamento tradicional. Bento XVI disse no avião que o trouxe a Portugal que, actualmente, a pior perseguição à Igreja vem de dentro, dos que se dizem católicos sem viverem em Cristo. Pois bem, nada mais adequado à Tradição, que tem os inimigos mais perigosos nestes pobres reféns do iluminismo. Relativizados no lugar que lhes coube na democracia jacobina, rebaixam o que de mais sagrado existe ao mesmo patamar de tudo o resto, diluindo a Direita numa Esquerda moderada.



Afonso Miguel às 21:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sábado, 08.05.10

José Manuel Fernandes escreveu um artigo interessante sobre os primeiros cinco anos do pontificado de Bento XVI. Da leitura, destaco a recordação das palavras que Ratzinger dirigiu ao colégio dos cardeais à entrada para o conclave que providencialmente o escolheu:

 

Today, having a clear faith based on the Creed of the Church is often labeled as fundamentalism. Whereas relativism, that is, letting oneself be "tossed here and there, carried about by every wind of doctrine", seems the only attitude that can cope with modern times. We are building a dictatorship of relativism that does not recognize anything as definitive and whose ultimate goal consists solely of one's own ego and desires. (Da homilia da Missa Pro Eligiendo Romano Pontifice, em Roma, a 18 de Abril de 2005)



Afonso Miguel às 22:14 | link do post | comentar

Terça-feira, 27.04.10

Aqui.



Afonso Miguel às 16:34 | link do post | comentar

Aqui.



Afonso Miguel às 13:03 | link do post | comentar

Quinta-feira, 22.04.10

Não há justificação para a inexistência de Deus. Não há prova que a sustente. Não há ciência que nos desminta. Deus É e ninguém consegue afirmar o contrário.



Afonso Miguel às 22:07 | link do post | comentar


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