Domingo, 8 de Novembro de 2009

Se me colhe a tempestade, e Jesus vai a dormir na minha barca, nada temo porque a Paz está comigo.

 

Há sempre quem não queira que as caravelas partam, ora porque se vão afundar no mar revolto, ora porque o mar revolto as vai engolir. A lógica é a do medo – de o incutir, entenda-se. E pior é quando essas vozes são as dos que estariam destinados a navegar, como acontece agora na FSSPX.

 

A Fraternidade está a atravessar uma fase muito importante da sua missão, a mesma que D. Marcel Lefebvre queria ver levada a cabo e, certamente, apoiaria agora incondicionalmente. Essa missão não é mais nem menos do que defender, junto de Roma e perante o mundo, a Tradição milenar da Igreja, sua teologia, doutrina e liturgia. No fundo, sua essência, que é a de obedecer sem recuos às palavras de Cristo: “ensinai-os a cumprir tudo o quanto vos mandei” (Mt 28, 19-20). Nessa senda, nunca quis seguir o caminho sectarista do sedevacantismo, resultado de uma cegueira induzida pelo demónio. Quis sim manter-se fiel ao primado de Pedro, defendendo-o na medida em que guardou em si grande parte da esperança do regresso àquilo que o Santo Padre tem o dever de, com o auxilio do Espírito Santo, saber preservar: o Reinado de Nosso Senhor, nos corações e nas sociedades.

 

As conversações com a Santa Sé só podem ir neste sentido. Trata-se de ouvir a FSSPX e apreciar uma posição incansável que - repita-se até à exaustão - foi definitivamente valorizada com o levantamento das excomunhões aos seus quatro bispos. A intenção não é fazer ceder, muito menos destruir a própria Fraternidade com exigências modernistas de um ecumenismo patético que em tempos foi rei. É antes dar um espaço privilegiado à discussão do que reconhecidamente importa debater. Um espaço que Bento XVI fez abrir para a causa da Tradição. É, sobretudo, fazê-lo em comunhão com ele e nunca contra Pedro. Diga-se, aliás, que renunciar a esta comunhão, que ainda se encontra em atitude denunciante da realidade conciliarista, é renunciar à própria Igreja e, consequentemente, à Fé Católica.

 

Mas não é de espantar que, a exemplo do que já aconteceu no passado, novos velhos se levantem no Restelo querendo fracturar a Fraternidade no momento crítico em que está. Quando se pede a união entre todos os sacerdotes e fiéis, o escasso sedevacantismo presente nas fileiras da FSSPX mostra-se, com todo o seu ódio pelo Sumo Pontífice e pelos seus esforços de reunião. Um ódio muito parecido aos dos progressistas e que ultrapassa as fronteiras de qualquer possibilidade de diálogo, entrando em questiúnculas pessoais e denotando vaidades pouco próprias do Cristianismo e próximas ao protestantismo. É o caso do Padre Juan Carlos Ceriani que se demitiu da Fraternidade em Agosto, enunciando uma série de razões desproporcionadas e que só podem ser encaradas como completamente contrárias ao sucesso da Tradição neste pontificado. Mais, razões que se evidenciam como inequivocamente cismáticas e que, por isso mesmo, devem ser tomadas fora deste âmbito "diplomático" com Roma, distinguindo-as claramente do trabalho e da renovada fidelidade da FSSPX.

 

Contudo, a atitude de Ceriani encerra uma contribuição louvável. Assumindo o que assumiu - ele e quantos o seguem ludibriados numa insanidade - afasta mais uma vez da Fraternidade o fantasma desse sedevacantismo, retirando motivos a quantos lhe colam infamemente essa marca. De facto, proporciona uma divisão de águas muito saudável, uma purga interna que há muito se esperava que fosse definitivamente consumada, expondo as reais intenções de determinadas pessoas e organizações que rondavam a FSSPX. Porque é bom que, de uma vez por todas, fique esclarecida a função histórica de Mons. Lefebvre, mesmo que à custa das trapalhadas de Satanás. Fica provado que há males que vêm para bem e que separam o trigo do joio, pelo que os que neste momento fogem da FSSPX estão, pelos motivos que apresentam, a sair da barca de Pedro. Ficam em terra, a resmungar...


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publicado por Afonso Miguel às 22:27 | link do post | comentar

25 comentários:
De Teresa a 8 de Novembro de 2009 às 23:34
Grande texto! Tudo dito.


De Luis Miguel a 9 de Novembro de 2009 às 00:59
Caro Afonso


O Diálogo que a Fraternidade mantem com Roma, visa levar a Fraternidade a mudar as suas ideias erradas, e voltar à comunhão com a Sé de Pedro. 
Já que gosta tanto do latim, deve saber que Roma Locuta Causa Finita. 
Não é a Sé Romana que vai mudar a sua doutrina. Mas o oposto. O Santo Padre aguarda como um pai que os filhos rebeldes reconsiderem e voltem. Como os Anglicanos.
Ou se integram nas Fraternidades existentes, ou esqueçam. A FSSPX nunca terá o reconhecimento de Roma com um enquadramento canónico. 
Se assim fosse, já o Santo Padre tinha celebrado a Missa de S. Pio.E não o fez, nem fará. 
O Ecumenismo à antiga. Submetam-se cismáticos! Roma Locuta.


De Afonso Miguel a 9 de Novembro de 2009 às 02:14
Luís,

Primeiro, deixe-me dizer-lhe que é pena não ter respondido mais na caixa de comentários do post sobre as declarações de D. Manuel Clemente.

Segundo, perguntar-lhe se não se cansa de ser repetitivo e obcecado numa leitura dos factos que não encontra argumentos em parte alguma, a não ser no tipo de "comentário" absolutamente desesperado que acaba de fazer.

Terceiro, pedir-lhe que se lembre desse latim quando um dia perceber que não se levantam excomunhões a cismáticos. De facto, "Roma locuta est, Causa finita est."

Cumpts.


De Anónimo a 9 de Novembro de 2009 às 16:45
Claro que se leventam excomunhões a cismáticos - se manifestarem a recta intenção de renunciar ao Cisma...


De Bluesmile a 9 de Novembro de 2009 às 16:48
A purga interna na seita das FPXS revela a tensão entre os que querem manter o cisma e os que fingem uma aproximação com Roma convencidos (http://www.fsspx-sudamerica.org/fraternidad/editorialportu124.php)que só desta forma poderão impor aos Católicos as suas rábulas tridentinas.
Acaba por ser mais verdadeira e corajosa a posição dos primeiros, contra a hipocrisia pardacenta e maquiavélica dos segundos. Num caso e noutro, o fracasso é óbvio - e a Igreja fica a ganhar.
Enfim, como escrevi há tempos, dividir os cismáticos para conseguir a união...


De Eduardo a 9 de Novembro de 2009 às 17:42
Prezado Afonso Miguel, salve Maria!

Entendi bem o seu texto?

Nele, você diz que o Pe. Ceriani é sedevacantista?

Se sim, caberia que você o provasse.

No mais, tanto as autoridades da FSSPX quanto os psudotradicionalistas mais ou menos honestos (e vejo que na blogosfera vocês são superabudantes...) seguem com a tática de fugir das questões sérias propostas pelos que resistem.

Aliás, perdoe-me a extrema franqueza, como os modernistas (e as feministas liberais também!) têm uma adesão seletiva ao Evangelho, vocês, se valendo da tática "corte-e-costura", ficam apenas com o que querem de Mons. Lefebvre e descartam o que lhes desagrada...

Enfim, o critério de vocês é o mesmo que você acusa o aparentemente progressista, modernista Sr. Luís (que, ocasionalmente, diz algo de verdadeiro, a saber, Roma anticristo e modernista quer que a FSSPX adira à Igreja Oficial e Conciliar, como declarou o Cardeal Re no Decreto de levantamento das "excomunhões" e o Papa Bento XVI, em sua cataquese de quarta-feira imediatamente posterior ao levantamento e em sua Carta aos Bispos: pura vontade e ilusão subjetiva.

Para encerrar, é bom sempre deixar isto consignado: EU NÃO SOU SEDEVACANTISTA.

Que Nossa Senhora nos ilumine e fortaleça!

In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

P.S.: Como vocês se apressam em chamar aos outros de cismáticos, hein! Até parecem os algozes do Arcebispo de Ferro...


De Afonso Miguel a 9 de Novembro de 2009 às 18:40
Meu caro Eduardo,

A minha resposta ao seu comentário é basicamente o post em si. Não vou estar a repetir-me. Gostaria apenas de lhe dizer que a rapidez com que analiso a tendência sedevacantista do Padre Ceriani é a mesma com que o próprio Ceriani analisou a suposta infidelidade da FSSPX à missão de Mons. Lefebvre, chegando ao ponto de a abandonar. Aliás, não bem a mesma, já que Ceriani o fez ainda antes das conversações terem começado e de sabermos, pelo comunicado da Santa Sé, que temáticas acordaram debater e em que moldes. Em termos de precipitação, estamos conversados. Ele mesmo reconhece que nem o levantamento das excomunhões aceita, atitude que revela querer que os bispos continuem no estado que essa pena implica. Dirá que se trata de manter o estado de necessidade; direi eu que, na minha modesta opinião, se trata de o querer conservar à força, injustificadamente, por iniciativa própria. E tanto apego à infelicidade da excomunhão é, no mínimo, de estranhar num católico...

Cumpts.


De Eduardo a 9 de Novembro de 2009 às 19:04
Infelizmente, não posso chamar-lhe meu caro... Mas, de qualquer modo,

Salve Maria, Afonso Miguel!

Sem mais delongas, preciso dizer: você me escandaliza!

Não. Sua "rapidez" em tachar Pe. Ceriani de sedevacantista não é a mesma da do Pe. Ceriani em denunciar os desvios desta Nova Fraternidade.

Ele, somente para dar notícia de sua demissão o da FSSPX, escreveu uma longa carta que, somada aos anexos, dão mais ou menos 50 páginas.

E depois disso, muito mais ele já escreveu e disse. E todas coisas bastante substanciais. Mais que isso, se traçarmos um paralelo entre a situação da FSSPX de agora e a da então União Sacerdotal São João Maria Vianney, depois Administração, é impressionante como os argumentos se assemelham entre os que resistem e, também, as acusações por parte daqueles que defeccionam.

Aliás, o Pe. Possidente já chamava a um fiel resistente de sedevacantista!

Ou será que você pensa que a Fraternidade está quase uns 8 anos atrasada?

Preciso, então, repetir: seu texto me escandaliza!

Escandaliza-me porque você reconhece o levantamento das "excomnhões", o que implica reconhecer as "excomunhões". E mais: implica dizer que Mons. Lefebvre e D. Mayer morreram "excomungados". Ademais, implica reconhecer que esse dois Confessores da Fé, na verdade, eram dois rebeldes que se insubordinaram ilegitimamente, que tinham mesmo um tendência cismática, se é que não eram mesmo cismáticos. Quiçá eram loucos e, por isso, não passíveis de qualquer pena mais grave?

De fato, você me escandaliza!

Que Nossa Senhora lhe abra os olhos e aqueça o coração!

In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.


De Afonso Miguel a 9 de Novembro de 2009 às 19:23
Meu caro,

O que me escandaliza mesmo é que considerar a injustiça de uma decisão de Roma implique, necessariamente, não lhe reconhecer validade - o que é, novamente, tendencialmente sedevacantista. É o mesmo que não crer que Jesus se faz realmente presente nos altares do Novus Ordo. Porque, de facto, o rito é válido, por mais que nos... escandalize.

Espanta-me, sobretudo, que o levantamento das excomunhões não signifique para si, e todos os que consigo pensam este assunto, nenhum sinal de caridade e de reconhecimento Pontifício daquela injustiça. Preferem continuar a considerar a Santa Sé como anticristã, o que nem era necessário para manter um posição contrária a esta reaproximação formal. Conheço quem a critique, mas nem por isso chegue a esse estado de ódio.

Chamo-lhe ainda a atenção para o facto de este blog ser pessoal e não representar a posição oficial da FSSPX.

Cumpts.


De Eduardo a 9 de Novembro de 2009 às 20:00
Salve Maria, Afonso Miguel!

Não há mais o que conversar contigo.

Todavia, quero agradecer-lhe muito por reconhecer de público que você e os seus reconhecem a validade da "excomunhão" de Mons. Lefebvre e de D. Mayer: Deus lhe recompense a sinceridade!

O mesmo não posso dizer, por exemplo, da Srta. dona do Traição àCatólica, que vive a fazer malabarismos para dar razão ao que não pode ter.

Sobre a Missa Nova, aconselho que leia com atençao ao Breve Exame Crítico dos Cardeais Ottaviani e Bacci. Lá, se ler com atenção, verá que a Missa Nova é válida se tomada materialmente, se tomada formalmente, é inválidade.

E ainda sobre ela, Mons Gamber escreveu, em um livro prefaciado pelo Cardeal Ratzinger, que a Missa rezada em vernáculo (com o "por todos") é duvidosa.

Estaria você contra o Cardeal Ratzinger?

Enfim, repito que você me escandaliza!

Mons. Lefebvre e D. Mayer "excomungados"?

Isso explica por que a FSSPX está sendo purificada. Ela está na mesma situação dos Legionários de Cristo: podem ser úteis à Igreja (Conciliar, claro), mas precisam ser purificadas de seus fundadores e seus respectivos espíritos.

Você, sim, me escandaliza!

E escandalizado, compreendo cada vez mais a tal da Una Voce Portugal.

Por que nos socorrermos em algo que precisa de purificação se temos já o puro em outro lugar, não é?

Pois bem, eu apenas gostaria de saber se os Padres da FSSPX apóiam a iniciativa de vocês.

Como perguntei ao Sr. JSarto: por que não uma ordem terceira da FSSPX?

Vocês portugueses, quero dizer uma vez mais, me escandalizam!

São conciliares?

In Cordibus Iesu et Mariae -- ainda escandalizado,
Eduardo.


De Afonso Miguel a 9 de Novembro de 2009 às 20:17
Somente não confundimos a Igreja com a FSSPX, erro em que muitos persistem, motivando-lhes essa leitura sectarista e pró-cismática dos factos. Muito lamento que assim seja.

E se considera não haver mais nada a conversar, dou por encerradas a minhas réplicas e escuso-me de lhe responder ao resto. Já não vai valendo a pena. A história segue o seu rumo, por mais que gritem os velhos do Restelo.

Disse.


De Eduardo a 9 de Novembro de 2009 às 22:57
Salve Maria!

Seja-me ainda permitido fazer uma pequena retificação no que escreveu: nem eu nem os da resistência pensam que a Igreja se resume na FSSPX. O próprio Mons. Lefebvre não pensava assim.

Existem aquels pobres coitados que, enganados, estão tranqüilos na Igreja Conciliar.

Existem ainda os tradicionalistas-tradicionalistas que se organizam em outras instituições que não a Fraternidade. Uns se mantém mais distantes, outros mais próximos. Apenas a título de exemplo, temos o Mosteiro de Santa Cruz, aqui no Brasil, cujo Prior é o Revmo. D. Tomás de Aquino...

E existem ainda os sedevacantistas, que são, via de regra, bons católicos, verdadeiros tradicionalistas-tradicionalistas.

Por fim, era Mons. Lefebvre quem distinguia a Igreja Oficial e Conciliar da Igreja Visível.  E ainda dizia mais, dizia que a Igreja Visível eram aqueles que se organizavam para guardar a Tradição. Portanto, a Obra da Tradição, sim, é a Igreja Visível.

Ah!, e não nos esqueçamos ainda, Mons. Lefebvre nos mandava afastar-nos da Igreja Oficial e Conciliar, pois esta tinha -- e continua tendo -- "Aids espiritual".
Você não quer mais este Mons. Lefebvre?

Não precisa me responder, a blogosfera portuguesa, em uníssono, já parece gritar sua resposta: algo como um bem mais velho non servian!

In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.


De Zorro a 9 de Novembro de 2009 às 22:32
Caríssimos Irmãos,
Lembrai-vos que só uma coisa é necessária para entrar no Reino dos Céus. Portanto, deixai-vos de divisões e intrigas.
Ficai Sempre SENSA!


De Luis Miguel a 10 de Novembro de 2009 às 01:59
Naturalmente que Lefebvre morreu excomungado. Só faltava agora o Papa estar errado.
Que grandes malabarismos... Vocês são mesmo católicos? Parecem mais de uma seita tipo IURD. A sério.


De Afonso Miguel a 10 de Novembro de 2009 às 10:08
Já não sabe mesmo o que mais dizer, não é?


De JSarto a 10 de Novembro de 2009 às 13:21

Não reconheço qualquer legitimidade a lobos rapaces com pele de cordeiro para invocarem o bem da Igreja; a modernistas que despudorada e descaradamente tentam impor as suas rábulas heréticas progressistas a todos os católicos; a hipócritas que se afirmam praticantes, mas que não passam de "católicos" de letreiro e cismáticos "de facto", pelo modo público, reiterado e raivoso como desprezam o magistério eclesial, renegando-o com a defesa que fazem do divórcio, da anticoncepção artificial, do aborto, da eutanásia, da ordenação sacerdotal de mulheres e do desdém da lei natural, quando não arremetem com raiva infernal contra dogmas de fé como a infalibilidade papal, a natureza propiciatória do Santo Sacrifício da Missa, ou mesmo a Imaculada Conceição, a Virgindade Perpétua de Nossa Senhora e a Ressurreição de Cristo!



De Luis Miguel a 11 de Novembro de 2009 às 01:52
Caro Sarto
O que voce reconhece ou não, pouco interessa à Igreja Una Santa e Católica. Não é o seu pensamento e o da Fraternidade que representam a verdadeira doutrina da Igreja como pensa, mas a Doutrina da Igreja é definida pelo Magistério Ordinário dos Sumos Pontifices. Como deve calcular - e assumo que entenda um pouquinho como estas coisas se passaram, os documentos conciliares foram aprovados por uma quase esmagadora maioria de votos. Contudo foi a aprovação do Papa que os assinou e publicou que os tornou doutrina da Igreja. Primeiro porque era este o sentir dos fieis - sensus fidelis - como o Santo Padre assim confirmou. Como sabe, nos primeiros concilios da Igreja - aqueles que estruturaram a fé como a temos hoje, a concordancia era sinal da Acção do Espirito.
A questão do latinório na Missa é de somenos importancia. Pouco ou nada conta. O que realmente é importante são as divergencias doutrinárias quanto a questões fulcrais hoje como o Ecumenismo e a Liberdade Religiosa. Por causa disso Lefebvre morreu excomungado e por isso privado do Céu. A menos que rejeitem a Autoridade Papal de João Paulo II. A excomunhão que pendia sobre os bispos foi levantada, mas os que morreram no erro não tem salvação. Essa é a doutrina Bi milenar da igreja. O que atardes da terra será atado no céu. 
Por fim quanto aos jovens. Não sei como se comportam os da fraternidade, porque estando esta fora da comunhão da Igreja, é-me impedido de a frequentar, além de que faz mal à saúde. 
Mas desafio-o discutir a questão do escutismo na formação dos jovens, pois o Escutismo Catolico é aprovado pelo Papa, é um instrumento utilissimo para evangelizar pais,e jovens.
Se Lord Baden Powell era maçon não sei. Mas lembro-lhe que o Espirito sopra onde quer. E não onde os tradicionalistas querem.
Por fim, a falta de caridade expressa nos ultimos textos é tão grande, que meus caros amigos, estão a prestar um pessimo serviço à causa. O que provocam é desgosto aos catolicos que aqui passam. Não cativam ninguem com esse odio, violencia verbal. 
Tem dois caminhos, ou se submetem a Roma, ou mais cedo ou mais tarde desaparecem... acabam, lutando entre si, sedevacantistas contra os outros etc.
Esse odio que aqui vomitam, em vez de atrair as pessoas, so atraem terroristas fascistas, skinheads e perturbados psicologicamente. O que é pena. Nosso Senhor não morreu na cruz para isto.


De Luis Miguel a 11 de Novembro de 2009 às 19:57
Então não responde?


De Afonso Miguel a 11 de Novembro de 2009 às 20:07
No que a mim respeita, como o Luís não disse nada de novo, os argumentos são zero e a linguagem leva mau caminho (como habitual), também nada de novo tenho a responder.

A propósito, chamava-lhe sim a atenção para o facto de não ter dado seguimento à troca de comentários noutra caixa mais abaixo. Se os motivos forem os mesmos (!), peço que os esclareça lá.

Melhores cumpts.


De Luis Miguel a 12 de Novembro de 2009 às 01:00
irei para lá entao, mas você também não dá argumentos nenhuns. Apenas fala, fala contra o concilio mas é incapaz de dizer algo de novo.


De JSarto a 12 de Novembro de 2009 às 02:03

Caro Luís Miguel, não o visava a si no comentário que fiz e estranho que se haja sentido atingido; contudo como me respondeu dentro dos limites da urbanidade, passo a contestar aquilo que disse e com o qual estou em absoluto desacordo.


 


No que concerne ao Concílio Vaticano II, recordo-lhe que se trata de um mero concílio pastoral, não infalível, que não definiu qualquer verdade de fé ou de moral e que portanto obriga à obediência tão-só nos estritos limites em que as suas constituições e os seus decretos sejam conformes ao magistério extraordinário infalível e ordinário constante (tendencialmente infalível) da Igreja, ou seja, à tradição. Ora, com respeito a esta matéria, o facto é que tal Concílio se aparta decisivamente do magistério anterior da Igreja em pontos fulcrais como a liberdade de religião ou o ecumenismo, contradizendo directamente os ensinamentos que Papas como Leão XIII ou Pio XI plasmaram em encíclicas como a "Libertas Praestantissimum", a "Quas Primas" ou a "Mortalium Animos" e que beneficiaram do auxílio do Espírito Santo, como sucede com todo o magistério ordinário constante. E na medida em que o Espírito Santo não se contradiz… Por outro lado, não aluda ao sentir dos fiéis para justificar os abusos do Vaticano II e a hermenêutica de ruptura a ele adstrita. Primeiro, porque a Igreja não é uma democracia sujeita às modas e disparates do mundo (um dos três inimigos da alma) e das massas circunstanciais, mas uma teocracia chefiada por Cristo e governada pelo seu representante visível na Terra, o Papa, cuja finalidade é preservar e transmitir inalteradas até ao fim dos tempos o conjunto de verdades de fé e moral reveladas de que é fiel depositária, sempre com vista à salvação das almas para a eternidade. Depois, porque a esmagadora maioria dos fiéis católicos não desejou minimamente as rupturas antitradicionais provocadas pelo Vaticano II, ao invés de uma pequena maioria de bispos e teólogos peritos progressistas do eixo centro-europeu constituído pela França, Bélgica, Holanda e Alemanha, base da chamada "Nova Teologia" condenada pelo Papa Pio XII na "Humani Generis" e que se apossaram, num autêntico golpe revolucionário, da condução do Concílio, subvertendo os esquemas iniciais de discussão que estavam previstos para o mesmo, conduzindo-o a seu bel-prazer com a cumplicidade da imprensa mundana e a complacência de um Papa pouco firme e várias vezes ultrapassado pelos acontecimentos (como o comprova a famosa nota explicativa prévia à "Lumen Gentium"). A história destes sucessos é bem conhecida por demais e está perfeitamente estabelecida por autores tão diversos como Dietrich von Hildebrand, Ralph Wiltgen, Michael Davies ou Átila Sinke Guimarães. É só uma questão de consultá-los. De resto, a queda abrupta da prática abrupta depois do Vaticano II demonstra à saciedade o quanto as novidades conciliares foram queridas pelos fiéis…



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