Domingo, 1 de Novembro de 2009

Perguntem a um progressista se o ecumenismo é bom. Responderá que é justo porque deve promover um diálogo tolerante entre as partes, com cedências de ambos os lados. Depois coloquem sobre a mesa as conversações FSSPX-Roma. Dirá que se trata de uma atitude ecuménica do Santo Padre, tendo em vista a conversão de um grupo de hereges. É nesta altura que percebem em que estádio vai o desespero...


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publicado por Afonso Miguel às 22:13 | link do post | comentar

8 comentários:
De Luis a 2 de Novembro de 2009 às 01:14
Caro Afonso

Terá lido a carta que o Santo Padre escreveu aos Bispos a explicar o porquê do levantamento da Excomunhão? É que se leu, verá que é disso mesmo se trata. O Dialogo com a Fraternidade, é um dialogo ecuménico, no sentido de integrar um pequeno grupo dissidente. Tal como no Concilio Vaticano I um grupo pequeno rejeitou o Concilio dando origem aos Vetero-Catolicos, hoje a fraternidade agrupa um reduzido numero de pessoas que rejeita muita coisa para alem da celebração da missa de Pio V.
Os termos usados pelo Santo Padre, são os mesmos usados agora na integração de clero Anglicano. È mesmo neste ponto que as coisas estão.
Não ha absolutamente nenhum sinal de que o Santo Padre pretende mudar a doutrina da Igreja, nem os documentos saídos de um Concilio Ecuménico em que toda a Cristandade votou favoravelmente os documentos. Em lado nenhum se encontra uma indicação do Santo Padre em como quer restaurar o rito extraordinário como ordinário. Ele nunca o celebrou sequer desde a publicação da Summorum Pontificum. Na sua paternal solicitude, apenas quer trazer para o unico rebanho de Cristo, as ovelhas perdidas. Tambem as da Fraternidade.
Só mesmo quem não quer ver a realidade, inventa intenções obscuras, que o Santo Padre nunca teve, nem tem. Para pena da Fraternidade claro...


De Afonso Miguel a 2 de Novembro de 2009 às 01:45
Cada tiro, cada melro. Se continua a comparar o incomparável, não chega a lado nenhum homem. Agora vem com a Igreja Vetero-Católica...

Quando entender, ou quiser fazer por isso, que a FSSPX não é uma igreja, confissão, seita, etc, e seus membros não estão excomungados nem agem hereticamente, volte.


De Luis a 2 de Novembro de 2009 às 15:23
Caro Afonso
A sua falta de conhecimento da História da Igreja, desculpa-lhe as incongruencias. Os vetero-católicos, tem muitas semelhanças com a fraternidade. Mais das que pode imaginar. Ao regeitarem a doutrina saída do Concilio Vaticano I, nomeadamente a Infalibilidade Papal, num esforço de não ficarem privados de clero, foram ordenando, padres e Bispos. Só quando o retorno se manifstou impossivel, abraçaram a comunhão Anglicana, que lhes permite ter uma certa "autocefalia" apesar do conceito não se aplicar ao catolicismo. O mesmo vai acontecer com a Fraternidade mais cedo ou mais tarde. Caso não tenha ainda entendido, mas o "sensus fidelis" da Igreja Catolica unida ao Papa de Roma, ñão é de modo nenhum favorável às tomadas de posição da Fraternidade, no que toca ao Ecumenismo, e a Liberdade Religiosa. E repare que nem sequer estou a ponderar a questão do Rito. Hoje o Catolicismo Romano, na sua quase totalidade reve-se nos encontros de Assis de NJoão Paulo II, reve-se nos encontros inter-religiosos, ate na visita do Papa Bento XVI à Grande Sinagoga de Jerusalem etc.
A fraternidade é um grupo residual, infimo na totalidade do catolicismo, que vê a Igreja como algo imutavel apesar do mundo estar sempre a mudar.
A Igreja é uma realidade Divina, mas também é uma realidade terrena, porque feita de homens e mulheres e inserida no mundo. ´Daí ter um Código de Diereito Canónico, por exemplo.
O Dialogo com a Fraternidade, caro Afonso, quer queira quer não, e talvez lhe custe a admitir isso, é feito hoje na mesma base com que é feito com os Anglicanos e Ortodoxos, porque a fraternidade não partilha da mesma Fé comum da Igreja Católica. E não é a Igreja que tem de voltar a comunhão com a Fraternidade, mas o Inverso.
Procure ler mais um pouco e reflectir, e não lançar afirmações sem fundamento com as usadas anteriormente.
Aí sim, podemos discutir.


De Afonso Miguel a 2 de Novembro de 2009 às 16:49
Admito que não sei da história da Igreja o que devia, mas o Luís conhece melhor o futuro do que o que o tempo nos tem ensinado. Não entro nessa onda de futurologia, meu caro. Geralmente, é mal intencionada e sinal de discurso oco. De facto, não há discussão possível nesse campo.

Por outro lado, o que lhe digo, muito simplesmente, é que a sua insistência nas comparações entre a Fraternidade e a Igreja Vetero-Católica denota ou má-fé ou desconhecimento de causa. Não sabe o que é a FSSPX; não quer ter em conta a remoção da pena de excomunhão e o seu significado objectivo; olha para o lado para criar paralelismos históricos sem fundamento. Os bispos e padres da FSSPX são bispos e padres da Igreja Católica Apostólica Romana. Ponto final, parágrafo. Não vivem em cisma. Estiveram durante algum tempo no que consideraram ser um estado de necessidade, que Roma deu sinais de compreender e respeitar com o levantamento daquelas excomunhões e um chamamento ao debate e á comunhão plena. Se não quer aceitar isto, é pena. Se tem tanta certeza de como as coisas correrão no futuro, fique-se por aí. Há muita gente a querer que visões astrológicas dessas, em género de arautos da desgraça, sejam um dia uma realidade. Pode ser que lhes saia o tiro pela culatra...

Cumprimentos


De Anónimo a 2 de Novembro de 2009 às 18:13

Uma cousa é certa .
Para o autor do Cisma, não houve qualquer levantamento de Excomunhão - ela foi definitiva e plenamente válida até ao momento da sua morte.
 
Trata-se agora de  tentar resolver a situação objectiva de Cisma  ( pretensamente  justificado por um eestado de necessidade que  nunca existiu, pois lefebvre entrou em ruptura qcom o Vaticano quando estava em curso uma conversação e até já tinha havido um acordo...)


 


De Luis a 2 de Novembro de 2009 às 23:56
Afonso


Não se trata de futurologia. Trata-se sim da realidade, e esta é clara em Roma. O voltar à comunhão plena, tem de passar pela aceitação da Fraternidade da doutrina da Igreja. Entre elas, o Ecumenismo e a Liberdade Religiosa. Quem errou e saiu da comunhão foi o Bispo Lefebvre que morreu excomungado. Esta é a realidade. 
Quem tem de voltar à comunhão é a Fraternidade. Como bem deve saber, esta não é reconhecida pela Igreja Católica. Como tal, os padres e os Bispos nela Incardinados, não são Catolicos Apostolicos Romanos porque não estão em comunhão com o Papa. 
Esperemos que o dialogo que decorre, ajude a Fraternidade a corrigir as suas doutrinas erradas e assim voltar a comunhão.


De Afonso Miguel a 3 de Novembro de 2009 às 00:45
Luís,

O erro do seu ponto de vista, que não nos permite chegar a lado nenhum, reside em considerar que todas as posições da Fraternidade estão erradas. Mais, acredita que Roma, concretamente o Santo Padre, abriu este processo com vista à conversão dessas posições, extinguindo-as totalmente.

Se isto fosse verdade, e atendendo ao que afirma quanto à realidade residual da FSSPX, de que valeria à Santa Sé ouvir quatro bispos e "meia dúzia" de padres se não lhes reconhecesse valor, dimensão e importância, como é feito por exemplo na tal carta ao episcopado que já aqui referiu. Não seria mais coerente manter as excomunhões, sabendo da intransigência da FSSPX e das dificuldades que irá encontrar no diálogo e na comunhão? Ou não sabe Bento XVI que a Fraternidade não cederá um milímetro em determinadas questões relacionadas com rupturas abruptas que o CVII provocou? Sobretudo, não saberá Sua Santidade que essa radicalidade não significa que a FSSPX desista alguma vez de querer salvar a Igreja da queda, e que para isso nunca adoptará uma posição sedevacantista ou se protestantizará?

A Igreja quer ouvir os tradicionalistas e pôr o CVII em cima da mesa, por mais doa. Quer discutir erros, lapsos, criar posições de reencontro consigo mesmo e com a sua Tradição. Se não fosse essa a intenção, porque seriam retiradas as excomunhões afinal? Como medida de chantagem?!...

Cumpts


De iu a 3 de Novembro de 2009 às 18:43
"Ou não sabe Bento XVI que a Fraternidade não cederá um milímetro em determinadas questões relacionadas com rupturas abruptas que o CVII provocou? "
 
Claro que cederá.
 
Já cedeu aliás em muitas coisas...
 


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