Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Em Maio, o Padre João Seabra afirmava na TVI24 que "dentro em breve, a Igreja estará na ilegalidade". Referia-se à ascensão de um direito internacional ideologicamente marcado que, impondo-se como cartilha de direitos inquestionáveis, contém elementos anticristãos incompatíveis com a difusão legal de uma doutrina católica. Vem isto a propósito da multa que um tribunal alemão quer impor a Mons. Williamson por causa de uma opinião sobre o "holocausto" nazi, que em tempos tornou pública. Essa opinião viola a lei germânica que não admite que sejam colocados em causa os números e os métodos dos campos de concentração nacional-socialistas, em favor de uma versão oficial dos factos. Chamam-lhe "revisionismo". É essa acusação que o bispo católico da FSSPX está a enfrentar.

 

Há duas questões que surgem de imediato face a esta notícia: primeiro, a de saber se a altura em que este caso é retomado é ingénua; segundo, a de tentar perceber até que ponto chegará no futuro a perseguição aos cristãos. Não esqueçamos que a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X iniciou há dias as conversações com a Santa Sé, motivo de grande colera em muitos sectores progressistas, incluindo purpurados. Não será pois de estranhar que a coincidencia do aparecimento deste caso com o levantamento das excomunhões aos bispos de Lefebvre venha agora repetir-se, com o mesmo e único objectivo de denegrir a imagem dos tradicionalistas e atacar directamente o Santo Padre e as suas intenções. E se a perseguição chega ao ponto de ser interna por meia duzia de "heresias" sobre história contemporânea, imaginemos o que nos espera do exterior...

 

Como o próprio Mons. Williamson diz, "se nos matarem brutalmente, é o caminho mais rápido para o céu".



publicado por Afonso Miguel às 14:22 | link do post | comentar

5 comentários:
De bluesmile a 31 de Outubro de 2009 às 22:39
O bispalho nazi não é culpado  de revisionismo histórico.
Nada disso -  as suas afirmações indiciam apenas a   senilidade que o afecta e lhe retira a capacidade de entender factos históricos.


De Josephvs a 2 de Novembro de 2009 às 18:03
Your pink colours say it all. I bet you agree with him when he states that the 911 was  a lie that 2 planes could not cause the towers to crumble heheheh


 


De Luis a 1 de Novembro de 2009 às 02:03

Não entendi essa parte de denegrir o Santo Padre. Na carta do Papa aos Bispos, explicando o levantamento da excomunhão, era claro que foi um acto de caridade, de um pai que quer a unidade da Igreja. Tem o mesmissimo peso, da Constituiçao Apostolica que integra na Igreja Catolica, padres e bispos casados, da Igreja Anglicana. Como Pai que promove o Ecumenismo.
Aliás, os lefebvrianos, sao grandemente beneficiados com o ecumenismo.
O levantamento das excomunhões nunca se deveu ao Santo Padre ser tradicionalista e querer restaurar de forma ordinaria uma missa que tem apenas 380 anos.
É bom que entendam isto.


De Afonso Miguel a 1 de Novembro de 2009 às 14:47
O Luís perdoe-me, mas está equivocado e demonstra alguma ingenuidade. Qualquer bom observador, que leia a realidade como ela é, não pode olhar para o lado e não querer perceber que os ataques infames que certos bispos movem contra a FSSPX visam a pessoa do Santo Padre e as suas intenções tradicionalistas em determinadas matérias.  Por exemplo, afirmar que a Fraternidade é uma cambada de fundamentalistas retrógrados que querem destruir a Igreja é colocar-se contra o Santo Padre neste processo de diálogo e reaproximação que já começou. E, ao contrário do que se pensa, não se trata de colocar rédea curta à FSSPX, mas de a ouvir, em sede própria, e de entender os fundamentos da sua luta. Quem sabe, tomá-los como absolutamente necessários e enquadrá-los canonicamente (prelatura, administração, ...), para azia de muitos.

Pergunto-me: o que tem isto de ecumenismo? Acaso é a Fraternidade alguma confissão protestante e herética? Acaso não reconhece a fraternidade o primado de Pedro? Acaso tem a FSSPX uma posição sedevacantista? Julgava eu que o levantamento das excomunhões já tinha esclarecido estes pontos, mas parece que não. Comparar, nestes termos, esta situação à dos anglicanos, é ridículo, mesmo que as duas façam parte de um mesmo objectivo. É a esse objectivo que se desobedece quando se ataca a FSSPX com as mais vis falsidades.

Por outro lado, aquela luta não é apenas pela Missa de Sempre (que se diga pela milionésima vez). Reduzi-la a isso ou é ignorância ou má-fé. Para mais, dizer que a Missa Tradicional tem idade, é falacioso. Se fossemos seguir o seu raciocínio, a que é hoje celebrada como forma extraordinária só existe desde a reforma de João XXIII...

É bom que entenda isto.


De lihp a 1 de Novembro de 2009 às 15:39
A "missa de sempre" só tem 380 anos,  mais ou menos três séculos, em dois mil anos de cristianismo .

Chamar a isto "MISSA DE SEMPRE", é uma espécie de revisionismo histórico ou miopia intelectual.

Para estes rad trads  a eternidade é uma coisa bastante curta.
 
Tem para aí trezentos anitos... mais coisa menos coisa.


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