Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Há um equívoco na leitura da situação político-partidária que se torna perigoso na medida em que cresce e se afigura como paradigma da sua análise. O editorial do i de hoje espelha bem que tipo de erro enfrentamos.

 

O problema reside na difusão da ideia de que o a ideologia está a morrer como factor decisivo da política, substituída por opções eleitorais centradas na opinião sobre os candidatos. E isto é um equívoco porque, se é verdade que o choque entre ideologias está a desaparecer para dar lugar a cultos populares personificados em lideres, os motivos para esta inversão são todos menos a sua decadência. O que existe é uma normalização de uma determinada visão ideológica, comum a todos os concorrentes pelo poder e que os coloca progressivamente na impossibilidade de distinções que não sejam as residuais. Consequência disto é a tendência para o esvaziamento programático de valores verdadeiramente alternativos, e a ascensão do reino do supérfluo.

 

Não nos enganemos. O aparente desaparecimento das ideologias confirma, portanto, outra coisa: que uma se instalou e a tudo preside, secando o terreno à sua volta. Simula a morte, mas pica quem a toca.


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publicado por Afonso Miguel às 19:24 | link do post | comentar

6 comentários:
De Nuno Castelo-Branco a 12 de Outubro de 2009 às 20:54
Muito bem!


De NC a 12 de Outubro de 2009 às 21:33
Estamos já às portas da Nova Ordem Mundial, só são aceites as ideias desconstrutivas e o Bloco Central. que é o internacional-socialismo. Todos os outros preparem-se porque assim que o novo governo mundial se instalar serão simplesmente eliminados. O Reino da Besta está a chegar.

Cumprimentos,


De A Velha a 13 de Outubro de 2009 às 01:34

Ainda recordo a raiva e o desespero que senti ao lêr o Admrável Mundo Novo. Nesa época, não acreditei que fosse possível, agora sei que é!
Por isso pergunto, aos que são jovens:
Como é possível este silêncio?!
Ninguém reage?!
Nada?!
Nem um NÂO, de revolta?!

A Velha



De Afonso Miguel a 13 de Outubro de 2009 às 12:25
E como reagir?


De A Velha a 14 de Outubro de 2009 às 01:37
Com  o que temos! 

A Força da Voz e das Palavras!


Ponto 1- Estudando profundamente toda a questão,  e analisando a sua evolução ao longo da história.

Só se pode contestar o que se conhece.

Ponto 2- Identificando os intervenientes.
 Difícil,  mas não  de todo impossivel.

Ponto3- Desmistificando os seus propósitos totalitários, com fundamento Histórico rigoroso.

Ponto 4- Coragem e Determinação.
                  E Paciência,  já que a maioria das pessoas irá preferir enterrar a cabeça na areia, e fingir que não vê, nem ouve, em vez de encarar a realidade de frente.

A Velha


De Afonso Miguel a 14 de Outubro de 2009 às 01:39
Pois bem, este blog pretende ser um pequeno contributo nessa luta.

Cumpts


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