Domingo, 4 de Outubro de 2009

Na declaração sobre as "escutas", o PR insistiu nas ideias falaciosas de ser presidente de todos os portugueses e de estar acima de qualquer conotação partidária. Amanhã, dia 5 de Outubro, não vai estar presente nas comemorações do 99º aniversário republicano por causa da proximidade das eleições autárquicas, delegando o seu posto a alguém que, neste momento, é um agente partidário candidato à Câmara de Lisboa! Ora, há aqui qualquer coisa que, à partida, não bate certo e convém esmiuçar...

 

Cavaco alega que prescinde de estar presente naquelas comemorações para não influenciar a campanha política que está em curso. A pergunta que nos surge imediatamente é a de sabermos onde está, afinal, a imparcialidade político-partidária do Presidente para que se sinta impedido de participar e se manifestar seja em que situação for. Aliás, bastava que não discursasse para o caso ficar aparentemente resolvido, ainda que levantasse sempre dúvidas que o PR tivesse receio de se dirigir ao povo português sob pena de ser tendencioso. Na sequência, passa a bola a António Costa que, sendo presidente da CML, também é candidato à mesma pelo Partido Socialista. É uma decisão que, em princípio, não faz sentido, e que, por isso mesmo, demonstra uma realidade difícil de evitar: a chefia de estado republicana está inevitavelmente refém de um processo democrático entregue à concorrência partidária, o que lhe destrói o mito da imparcialidade. Cavaco Silva desmente-o descaradamente nas palavras, mas assume-o nas acções.

 

E este caso toma agora proporções muito interessantes. A GNR foi afastada das comemorações pelo serviço de protocolo da CML porque a Guarda terá recusado, e bem, prestar Honras de Estado a António Costa. Ou seja, a força militar que, por excelência, merece e deve estar presente no acto comemorativo, é expulsa deste por um dirigente autárquico que não tem nenhuma autoridade sobre a GNR. Perante isto, o PR nada fez até ao momento, arriscando que o descontentamento por causa desta "afronta" inicie um conjunto de reacções militares nada saudáveis para a segurança do regime.

 

Ao contrário do que se possa pensar, é cada vez mais notório que a república está a chegar ao apogeu. De tão alto voar, derretem-lhe as asas...



publicado por Afonso Miguel às 18:34 | link do post | comentar

1 comentário:
De Zorro a 4 de Outubro de 2009 às 21:25
Claro que a República está a chegar ao fim.
É claríssimo que já serviu os seus intentos.
Está aí, às portas, a implantação da Nova Ordem Mundial.
Será um regime imperialista, controlador, dominador  e manipulador de todas as pessoas. Regime totalitário, de pensamento único, que julgo até dispensar a desculpa esparrapada de "somos democratas". deixará de haver eleições para escolha do imperador.
É um cenário negro que cada dia se avizinha como inevitável. Parece que a "lavagem às mentalidades" está a surtir efeito, e aparentemente são os cidadãos (escravos) que pedirão o fim da república e a implantação da NOM.
Porreiro, PÁ!


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