Sábado, 4 de Abril de 2009
D. Carlos Azevedo, no programa Diga lá, Excelência:
Carlos Azevedo anuncia ainda que a CEP irá publicar uma nota pastoral sobre os três actos eleitorais deste ano, que será centrada nos problemas económicos e sociais do país. “É preciso reabilitar a política em Portugal.” Na nota não se dirá, acrescenta, que os católicos devem evitar votar em determinados partidos por causa de temas como os casamentos homossexuais. “De maneira nenhuma, nunca é essa a posição da Igreja, se for sensata.”

Sobre a polémica acerca do preservativo, que marcou as últimas semanas desde a viagem do Papa a África, Carlos Azevedo afirma que a posição da Igreja tem “certamente uma evolução a fazer”. A doutrina católica aponta para um ideal, muitas vezes difícil, mas a aplicação do princípio aceita a “opção pelo mal menor” em determinadas circunstâncias.

O bispo confessa ainda ter ficado “preocupado” com a carta que recebeu do Papa, a propósito do levantamento da excomunhão aos bispos integristas. (fonte Público, negritos meus)
Compreende-se que D. Carlos Azevedo esteja preocupado. Tem razões para estar...

***

Com uma vénia ao Reaccionário, aqui fica o vídeo da entrevista a D. Carlos Azevedo:



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publicado por Afonso Miguel às 00:03 | link do post | comentar

9 comentários:
De JSarto a 4 de Abril de 2009 às 02:00
É uma graça divina esta sucessão de desacatamentos dos bispos portugueses ao magistério da Igreja: Roma pode agora verificar que os tradicionalistas não inventam nada, limitando-se a constatar factos bem reais.

No caso concreto, o modernista Azevedo - aquele que chama nostálgicos aos fiéis da Missa de sempre - desrespeita pública e gravemente o magistério da Igreja plasmado na nota doutrinal sobre o empenhamento e comnportamento dos católicos na vida pública aprovada pelo Papa João Paulo II, caucionando o voto em partidos que defendem a perversão homossexual.


De Afonso Miguel a 4 de Abril de 2009 às 02:45
É verdade JSarto. Esta sucessão de acontecimentos, além de muito curiosa, confirma largamente aquilo que os tradicionalistas têm vindo sempre a afirmar. Mas não a consideremos inocente: é um coçar de sarna depois de muita comichão, com reacções em catadupa, como se umas puxassem outras. Temo que não fique por aqui e que muita água correrá ainda debaixo da ponte. Ou devo antes dizer que tenho esperança?


De MJ a 4 de Abril de 2009 às 11:41
«D. Carlos Azevedo reconhece que a Igreja deve fazer uma evolução e que os bispos devem ser corajosos, para abrir caminho para que a doutrina corresponda mais à mentalidade contemporânea.»

D. Carlos Azevedo deu, assim, os seus parabéns ao D. Ilídio....
____________________________
TEXTO INTEGRAL da RR

D. Carlos Azevedo faz desafio às instituições sociais

Algumas instituições sociais ligadas à Igreja estão "demasiadamente dependentes" do Governo, diz D. Carlos Azevedo no programa “Diga Lá, Excelência”.
Em entrevista à Renascença e ao jornal Público, o responsável pela Comissão Episcopal da Pastoral Social diz que a actual situação de crise deve levar a Igreja a procurar respostas e motivos de esperança.
Nesse sentido, vai organizar um simpósio no próximo dia 15 de Maio, que tem como principal objectivo encontrar boas ideias para enfrentar a crise.
O Bispo Auxiliar de Lisboa mostra-se preocupado por haver algumas instituições da Igreja demasiado dependentes do Governo e diz que tem alertado estas organizações para a necessidade de uma maior independência do poder político.
A Igreja presta mais do que um serviço social, exerce a caridade, diz D. Carlos, acrescentando que estas IPSS não devem estar ao sabor dos caprichos dos políticos.
Nesta entrevista, o prelado diz que ao votar, os católicos devem ter em conta quem vai representar as suas ideias e os seus valores. Reconhecendo que não há partidos “puros”, D. Carlos Azevedo diz que não é papel da Igreja decidir o voto, mas sim formar consciências, para que as pessoas votem em consciência.
Para este membro da Conferência Episcopal, a posição da Igreja sobre o preservativo não é uma hipocrisia, porque é necessário saber combinar o ideal proposto com a realidade das pessoas e, diante de circunstâncias concretas, a Igreja propõe a doutrina do “mal menor”.
D. Carlos Azevedo reconhece que a Igreja deve fazer uma evolução e que os bispos devem ser corajosos, para abrir caminho para que a doutrina corresponda mais à mentalidade contemporânea.
O responsável pela Pastoral Social lamenta que o Governo não tenha vontade e determinação para regulamentar a Concordata, o que está a fazer com que nos hospitais e nas prisões as pessoas estejam a sofrer as consequências.
Nesta entrevista, D. Carlos Azevedo diz ainda que a situação da Justiça em Portugal é lamentável e que o país devia ter vergonha de não conseguir resolver este problema que impede que as pessoas tenham confiança no Estado.
O programa “Diga Lá, Excelência” pode ser ouvido sábado, a partir do meio-dia, na Renascença, e lido nas páginas do jornal Público.
RR 03-04-2009 23:35


De Magdalia a 4 de Abril de 2009 às 14:05
Afonso, mandei-lhe um e-mail para o endereço de e-mail da Tribuna.


De Bluesmile a 4 de Abril de 2009 às 14:35
Deve ser a pedir a censura dos meus posts

Se assim for paciência.

Não é por causa disso que a Teresa deixará de ser confrontada com a verdade , por outros meios mais eficazes que não os blogosféricos.


De Anónimo a 4 de Abril de 2009 às 15:27
D. Carlos Azevedo,mais um ao lado dos "hereges".Vocês porque é que não fundam uma Igreja Nova,misturando lefebvrismo,monarquismo,tradição e salazarismo,hem ? Devia dar uma mistura explosiva.Metam lá o Orlando Fideli a papa,a papisa ateia como sub-papisa.O Williamson como porta-voz.O Sarto como ministro dos paramentos.E o Juan Krohn como chefe das milícias.Digam lá que não daria uma paróquia singular...


De O Reaccionário a 4 de Abril de 2009 às 19:10
Aqui fica o vídeo em que D. Carlos Azevedo diz que a Igreja tem uma evolução a fazer em matéria de contraceptivos: http://noticias.sapo.pt/noticias/videos/ultimos/#DL7w9DWpZFvLnZHmNkDw


De BLUESMILE a 5 de Abril de 2009 às 18:59
Ainda bem que se documentam. Pode ser que aprendam qualquer coisita, seus mentecaptos.


De Anónimo a 20 de Abril de 2009 às 18:47
Dom Carlos n é presidente da CEP.


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