Sábado, 23 de Maio de 2009

Padre João Seabra, em entrevista no Cartas na Mesa da TVI24:

 

"Dentro em breve, a Igreja estará na ilegalidade".

 

"Devemos preparar os cristãos para uma fidelidade à Igreja que  seja independente do Seu sucesso político".

 

"O homem já está feito. O Estado não o pode querer inventar".

 

"A democracia, para se sustentar, precisa de encontrar limites ao seu poder. E ninguém está disposto a admitir isto. De repente, podemos estar sujeitos à loucura de uma maioria".

 

A entrevista pode ser vista aqui (último vídeo).



publicado por Afonso Miguel às 20:23 | link do post | comentar

5 comentários:
De Daniel João Santos a 24 de Maio de 2009 às 19:27
Interessantes respostas.


De JSarto a 26 de Maio de 2009 às 00:21
Através da ligação indicada, vi a entrevista que o Padre João Seabra. Apesar de não se tratar de um tradicionalista, mas antes de um conservador, gostei genericamente do que ele disse; no entanto, tenho de divergir em dois ou três pontos.

Primeiro, se a Igreja Católica possui toda a verdade, qual a necessidade de escutar a verdade parcial de quem está fora dela, para mais se se corre o risco de contaminação com os erros de quem está em tal circunstância?

Segundo, se a democracia é o melhor regime político existente e sendo as sociedades ocidentais contemporâneas democráticas, por que motivo estão todas elas cada vez mais secularizadas e hostis ao Catolicismo, no limiar de o ilegalizarem? Se os regimes democráticos fossem realmente ideais, isso não sucederia…

Terceiro, achei menos feliz da parte do Padre João Seabra relatar publicamente aquilo que um jovem - evidentemente não nomeado - lhe contou em confissão sobre o uso do preservativo. Aqui está uma matéria onde a discrição de um sacerdote tem de ser absoluta, o que no caso não sucedeu.

Mas, enfim, não deixo de ter simpatia e até carinho pelo Padre João Seabra: no mar de hereges que é a Igreja portuguesa, até passa por ser uma ilha de ortodoxia.


De Afonso Miguel a 26 de Maio de 2009 às 01:11
Caro amigo,

Quanto ao seu primeiro ponto, penso ter querido dizer que na Igreja está depositada a Verdade e que nela, com a missão sacramental e evangelizadora que lhe foi confiada pelo próprio Cristo, encontramos todas as fontes puras necessárias ao conhecimento dessa Verdade e à participação na comunhão dos filhos de Deus. Contudo, penso que não podemos afirmar, de todo, que a Verdade se possa conter, menos possuir. Mas julgo ter entendido, e deixe-me concordar consigo, embora não em absoluto. Se é certo que só no depósito da Tradição Apostólica e nas graças do Espírito que guia a Igreja podemos saber, com dogmática, aquela Verdade, também não deixa de estar correcto afirmarmos que os homens, fora delas, podem querer procura-la com recta intenção - ainda que equivocados - estando, em parte, Nela. Penso que foi neste sentido que o Padre João Seabra disse o que disse, e não no de ouvir outras verdades que em nada concorram para a de Cristo.

No que respeita à democracia, embora o Padre Seabra se tenha afirmado democrata, ressalvou bem a sua posição: afirmou que as suas liberdade só são possíveis se houver algo anterior que limite o seu poder. No fundo, se a lei divina (que é para todos os homens) limitar a decisão de, numa comunidade de três homens, dois decidirem democraticamente matar o terceiro. E que seja uma lei (uma constituição da comunidade política), que em nada possa ser alterada. Neste caso: "não matarás". Ainda assim, a discussão sobre o regime democrático daria mais pano para mangas, pelo que a questão não é tão simples.

Já quanto à história do jovem que se foi confessar, pode até nem ser verdade. Mas que ilustrou bem aquilo que pretendia dizer, lá isso ilustrou. Em todo o caso, também me pareceu algo lamentável. Mas enfim, todo o mal fosse esse...

Um abraço


De Fidélio a 26 de Maio de 2009 às 15:51
Caro JSarto, pergunte ao Padre Daniel qual o melhor regime político que prefere. Por certo lhe responderá tratar-se da Democracia (100% de certeza). Da verdadeira, claro está, a das suas [Padre Daniel] origens, mas ainda assim democracia.


De JSarto a 28 de Maio de 2009 às 12:03
Caro amigo, mas essa é a democracia cantonal suiça, a qual nada tem a ver com a democracia de matriz jacobina que tinha em mente quando escrevi o que escrevi.


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