Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Não é difícil perceber a questão em torno da professora que falava de sexo e intimidava os alunos mais "certinhos" nas suas aulas de história. O Bloco de Esquerda e o PS afirmaram hoje em uníssono na Assembleia da República que a conduta da senhora é reprovável e que esta deve ser punida, não sendo contudo admissível que o CDS venha tirar ilações políticas do caso. E não era de esperar outra coisa: com a livre distribuição de preservativos nas escolas públicas e a educação sexual na calha, não admira que os defensores da promoção ideológica da promiscuidade não gostem de ver escarrapachado na televisão um ponto percentual que seja do que vai ser a realidade escolar depois dessas medidas serem aprovadas. Cheira tanto a depravação, que a extrema-esquerda teme que o fedor incomode a populaça e a faça prever o canal 18 em que certas salas se vão transformar. É que daqui até termos aulas práticas ou com simples visionamento de material pornográfico, vai um pulo de uma ou duas legislaturas.


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publicado por Afonso Miguel às 22:28 | link do post | comentar

10 comentários:
De Mário Ramos d´Almeida a 21 de Maio de 2009 às 02:55
"Promoção ideológica da promiscuidade"??? Tem razão... É realmente uma depravação educar os nossos jovens para uma vida sexual saudável e informada. Tenha dó, caro amigo.


De Afonso Miguel a 21 de Maio de 2009 às 12:12
Sabe Maria, no meu tempo jogávamos aos tazos. Hoje, não deve faltar muito para que comecem a fazer colecção de preservativos. Quando se fala em promiscuidade fala-se em falta de saúde moral. E nem me venha com a treta da "informação", porque certamente ninguém há-de informar a nossa juventude sobre a prática sexual que a Igreja, por exemplo, propõe. Ensinarão a oficial, a ideologicamente adoptada pelo Estado.


De Afonso Miguel a 21 de Maio de 2009 às 12:13
Desculpe, é Mário e não Maria.


De Mário Ramos d´Almeida a 21 de Maio de 2009 às 16:18
Primeiro que tudo sou Mário, e não Maria. Acredito que tenha sido um lapso inocente. Caro amigo, como sabe vivemos, felizmente, num estado laico. Para ensinar a doutrina da igreja existe a igreja, para ensinar os factos científicos existe o estado. O estado não ensina práticas sexuais, propõe medidas profiláticas sugestionadas pela comunidade cientifica que nada têm de ideológico. A promiscuidade já existe, a distribuição de preservativos ou a educação sexual nas escolas são medidas urgentes no sentido de atenuar a propagação das dst , entre as quais o flagelo da sida, etc.


De Afonso Miguel a 21 de Maio de 2009 às 16:47
Não sei se reparou, mas já tinha emendado o erro.

Caro Mário, o que diz é muito bonito, mas a visão do Estado é sempre particular, nunca consegue ser isenta, na mesma medida em que a ciência também não o consegue. O que acontece é que a distribuição de preservativos é medida que atenta contra a moral católica, fruto de uma ciência que não é cristã, visto esta propor que não se usem meios contraceptivos artificiais. Neste sentido, a posição do Estado fere a nossa posição e é legitimo que lutemos contra ela. Mesmo o argumento de que o preservativo trava a propagação da SIDA não é absolutamente correcto, e basta ler a posição de alguns cientistas, que em nada estão ligados à Igreja, sobre a situação em África. Aliás, a posição tradicional da Igreja sobre o preservativo é precisamente de que este promove a luxuria, que é pecado grave.

Quanto a vivermos num estado laico, repito que isso não garante a isenção do Estado. Essa isenção é impossível. Ser neutro, o que nem é o caso, implica sempre tomar parte da neutralidade, o que acaba por destruí-la no mesmo instante. Por isso, sim, é pena que seja laico.


De Mário Ramos d´Almeida a 21 de Maio de 2009 às 17:39
Caro amigo, a ciência é por definição isenta. O trabalho cientifico não se compadece com ideologias politicas nem religiosas, ou pelo menos assim o deveria ser. Não entendo o seu argumento de que o preservativo não evita a propagação da sida. É certo que não é 100% fiável, mas terá de convir que a sua fiabilidade é muita alta. Entendo, até certo ponto, o dilema em que a igreja se encontra no que toca aos contraceptivos. Se por um lado tem a sua moral dogmática, por outro tem as vidas que se poderiam salvar se a igreja apoiasse esta medida profilática. Só não entendo em como é que promove a luxúria , mas isso deverá ser ingenuidade minha com certeza . Quando à laicidade do estado: Entendo que a César o que é de César, a Deus o que é de Deus. O estado enquanto figura abstracta não poderá, em momento algum, associar-se a uma qualquer ordem religiosa, apenas os indivíduos que o dirigem têm a liberdade, obviamente, de o fazer. Politica e religião são como carne e peixe na mesma panela. Além disso a laicidade do estado respeita de igual forma todas as religiões existentes no país, algo que não seria possível num estado católico.


De Afonso Miguel a 21 de Maio de 2009 às 17:49
Não seria possível, e ainda bem. Um católico que não encontre mal em uma religião que fira o cristianismo o faça publicamente, é porque não quer a comunidade política moral. E se não quer a comunidade política moral, vive um cristianismo individualista que não faz sentido absolutamente nenhum.

A ciência pode querer ser isenta por definição, mas nunca o é na prática. Nem eu defenda que o deva ser. O ponto é que uma ciência sem cristianismo é, normalmente, anti-cristã O facto de apregoar a distribuição de preservativos - só para nos cingirmos ao exemplo em causa - é prova disso.

O Estado é uma "figura abstracta"?! Tem que me explicar esse conceito.

Quanto ao preservativo não promover a luxúria , acredite que é mesmo ingenuidade sua.


De Mário Ramos d´Almeida a 21 de Maio de 2009 às 18:51
O estado é uma figura abstracta no sentido em que não é uma unidade una e indivisível , não é uma única personalidade ideológica. É plural ideologicamente, religiosamente, falando. Foi nesse pressuposto que o disse abstracto .
A distribuição de preservativos não é ideológica! É uma questão de saúde pública!
Talvez me queira explicar em como é que uma vida sexual saudável e precavida é luxuriante.
No que toca ao seu primeiro parágrafo ao comentário anterior, quer então o caro amigo dizer que é contra o diálogo ecuménico? Tudo o que não é cristão é contra o cristianismo?


De Afonso Miguel a 21 de Maio de 2009 às 19:15
Como Cristo nos diz, deve a nossa linguagem ser sim sim, não não. O que não é do cristianismo é, obviamente, anti-cristã o . A tolerância não é uma virtude cristã.

Esse estado abstracto que defende devia, pelos motivos que aqui apresenta, deixar a educação sexual aos pais em vez de desenvolver conteúdos programáticos sobre o assunto, sabe-se lá usando que práticas pedagógicas. Devia também respeitar os pais que não querem que os filhos tenham livre acesso aos preservativos, como o faz no acesso à educação religiosa, porque esse livre acesso implica em si uma visão sobre a sexualidade.

A questão da saúde pública não pega. A única proposta moral que conheço neste campo que melhor garante a saúde é, curiosamente, a católica, e nem por isso é a escolhida. Existe, também por isso, uma opção ideológica sobre a forma como se encara a sexualidade, quer queira admiti-la ou não. É igualmente por isto que o Estado não se apresenta como isento: é impossível consegui-lo.

Ter relações sexuais fora dos limites da moral cristã é, por definição, luxúria. Penso que fica claro porque é que o preservativo a promove e a sua distribuição, sendo assim anti-cristã é-lhe ideologicamente contrária. Que a comunidade científica a defenda, só comprova que a ciência tem seguido e servido os propósitos dessa mesma ideologia.


De Mário Ramos d´Almeida a 21 de Maio de 2009 às 20:09
"Ter relações sexuais fora dos limites da moral cristã" presumo que seja fora do casamento. Mas em que mundo é que o senhor vive? Se a realidade não é essa de que adianta afundar a cabeça na areia? É completamente ridículo Temos de olhar a realidade de frente e a partir daí enfrentar os problemas reais.
O senhor queixa-se de que não se segue a moral cristã. Mas o senhor só se pode queixar dos católicos que não a seguem, ou quer que eu como agnóstico a siga? Quer impor o cristianismo a todos?
A educação sexual esteve desde sempre entregue entregue às famílias , e o resultado está bem à vista. Além disso não se trata aqui de substituir as famílias mas sim de um complemento a elas, abordando o assunto de um ponto de vista mais técnico, uma vez que muitos pais não estão preparados para fornecer essa informação.
Por fim, meu caro amigo, dizer que tudo o que não é cristão é anticristão é ultrapassar os limites do bom senso. É completamente infundado e desprovido de qualquer sentido. Se isso não é fanatismo então o que é fanatismo. "A tolerância não é uma virtude cristã". Esta frase é bem demonstrativa do seu pensamento. Repudio-a completamente e não me merece mais nenhum comentário. Pela minha parte dou por encerrada esta discussão.


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