Terça-feira, 17 de Março de 2009
Não sou monarquista. Não defendo que a questão central da defesa monárquica seja o regime em si. Transformar um meio orgânico que pretenda alcançar o Bem no ponto central da grande questão política é subverter o objectivo dessa luta e transforma-la em ideologia militante. É por isso que em pouco concordo com Miguel Castelo-Branco quando aponta a monarquia como garante de um maior Bem, independentemente da concepção de Bem que esta queria garantir. E do caso britânico, basta ler o texto que publiquei ainda há pouco para saber o que penso. Contudo, o post do Combustões em que detecto esta discordância contém uma revolta comum: as velhas formas políticas são vilipendiadas por degradante preconceito ideológico, misturado com a grosseria a que levam a má educação e a perda da memória. Independentemente das ideias perfilhadas, não receber o Príncipe Carlos denota uma profunda amnésia histórica, propositada ou não, que se resume num exorcismo permanente e generalizado de tudo o que é passado.


publicado por Afonso Miguel às 00:45 | link do post | comentar

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