Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
Há dias que pouco nos dizem. Deste 1º de Maio, feito de reivindicações longe do labor como virtude, dever e caminho de santificação, temos apenas São José, sua carpintaria e como Jesus terá com ele aprendido o ofício. De resto, o meu Maio é outro: o de 13, pela memória das aparições que fizeram de Fátima uma das mais importantes manifestações de Fé em Portugal; o de 28, precedido por um 18 de Abril de 1925, quando a primeira elevação de Nuno Álvares aos altares não resultou nas parvoíces modernas das impossíveis comparações, mas em acção conducente a uma salvação patriótica que se afigurava como imperativo nacional.

***

E neste dia do trabalhador em que poucos querem trabalhar, deixo-vos uma descoberta recente e surpreendente, como banda sonora. Uma voz jovem, mas amadurecida sabe-se lá por que graça de Deus, que nos presenteia com um fado adulto, entre o choro e o orgulho de o cantar, num estilo carminho que quero acreditar vai fazer história na canção portuguesa. Ora oiçam.


publicado por Afonso Miguel às 17:44 | link do post | comentar

15 comentários:
De Magdalia a 2 de Maio de 2009 às 22:24
Maio, mês de Maria!

O João escreveu sobre isso n'a saúde da alma.

Cumpts


De Magdalia a 2 de Maio de 2009 às 22:26
Falando em música, o que pensa da nova cinderela? A Susan...-:)

A história dela é impressionante. Dizem que é católica!


De Afonso Miguel a 3 de Maio de 2009 às 02:15
Cinderela? Não sei do que está a falar...


De Magdalia a 3 de Maio de 2009 às 20:54
www.youtube.com/watch?v=alNx5b3PC-E

A estrela improvável...


De Afonso Miguel a 3 de Maio de 2009 às 20:57
Acho que daqui a 1 ano já ninguém se lembra dela. Normalmente, abusam desta gente simples mas com algum talento especial, enquanto dão dinheiro. Depois vão ao ar, como é apanágio da modernidade...


De Mário Ramos d´Almeida a 21 de Maio de 2009 às 03:16
Chamar aos trabalhadores portugueses uns calões que não querem trabalhar é no mínimo repugnante. As reivindicações feitas pelos trabalhadores são perfeitamente justas. O Primeiro de Maio assinala a luta pelos direitos dos trabalhadores, a menos que queira regressar ao tempo da escravatura. Pensei que os católicos promoviam ideais honrados, como a bondade, a igualdade entre os homens, não o fanatismo e o desprezo pelos pobres. Sabe, é que nem todos nascem com o cu virado para a lua.


De Afonso Miguel a 21 de Maio de 2009 às 12:04
Se há alguém que não nasceu com o cu virado para a lua fui eu.


De Afonso Miguel a 21 de Maio de 2009 às 12:06
Para mais, o facto de defender, como é óbvio, direitos laborais, não implica que me misture com a canalha comuna no 1º de Maio. Isso seria - como é que lhe hei-de explicar - pouco católico... Ou julga que a escravatura não passou pela Russia soviética?


De Mário Ramos d´Almeida a 21 de Maio de 2009 às 16:30
O Primeiro de Maio não é uma data comemorada apenas pelos trabalhadores comunistas, penso ser grande a sua ignorância nesse aspecto. E chamar canalhas não lhe fica bem, amigo. Não foi Cristo quem disse, "Amai-vos uns aos outros." ? A Rússia soviética já lá vai amigo, assim como a inquisição. Além disso, não acredita que o PCP pudesse instaurar gulags em Portugal, ou acredita? Eu pelo menos acredito que não, tal como acredito que a Igreja não queira restaurar a inquisição e respectivas fogueiras heréticas.


De Afonso Miguel a 21 de Maio de 2009 às 16:53
Esquecem-se sempre do essencial: "Amai-vos uns aos outros, COMO EU VOS AMEI". Ora eu acho que Cristo, que expulsou os vendilhões num acto que só pode ser de amor, também havia de se insurgir contra qualquer comunazeco. E que o primeiro de Maio não tem a participação só de comunas, sei eu bem, mas que é a comunada do PC e do Bloco que o promove, é verdade indesmentível.

Quanto à Rússia soviética, era bom que lesse um dos meus últimos posts sobre a UE.


De Mário Ramos d´Almeida a 21 de Maio de 2009 às 17:53
Caro amigo, há alguma confusão da sua parte. O bloco de esquerda não é comunista, embora seja verdade que defenda os trabalhadores e os seus direitos, que horrível pecado! O que eu penso é que Cristo se envergonharia dos fanáticos que interpretam os textos "sagrados" conforme lhes convém. Peço desculpa pelo meu lapso, ao não ter citado correctamente essa passagem da bíblia , mas tenho a atenuante de não ser católico, graças a Deus.
Ex URSS: Eu de facto embora de esquerda, não sou comunista, e abomino qualquer acto violento contra qualquer ser humano seja ele de esquerda ou de extrema direita, seja católico ou muçulmano, seja negro ou branco. Respeito todas as opiniões ainda que contrárias às minhas, como é o seu caso. Realmente não li o seu artigo, mas prometo que o lerei e assim ficar a conhecer melhor a sua posição sobre o assunto.


De Afonso Miguel a 21 de Maio de 2009 às 18:07
O BE é um neo-comunismo. Bata ler os cartazes do Bloco. Não vale a pena tapar o sol com a peneira.

Por outro lado, não sei que fanatismo será o meu: limitei-me a completar a citação, o que é importante para efeitos de exegese e a lembrar que o amor pode passar por dar uma boa bofetada.

Relativamente aos direitos do trabalhador, julgo já ter referido que os há e que têm de ser defendidos. A diferença trata-se a apenas de uma questão de perspectiva ideológica sobre o trabalho e a comunidade.


De Mário Ramos d´Almeida a 21 de Maio de 2009 às 19:02
E o que é isso do neocomunismo ? Acha que se o bloco chegasse ao poder instauraria um estado autoritário? Por ter na sua génese ex-comunistas, e ser um partido de esquerda é comunista?
Entendo que dar uma bofetada é um acto de amor, não o chamei de fanático por isso. Aliás não o chamei fanático de todo, referi-me apenas de um modo geral, que há quem molde os textos bíblicos conforme lhe dá mais jeito. Um pai que dá uma bofetada a um filho porque este teve um comportamento repreensível é um acto de amor, obviamente. Já o ódio que a direita católica mais conservadora demonstra pelo povo, pelos trabalhadores, pelos partidos da esquerda, nada tem de amoroso.
E se também defende os direitos dos trabalhadores, não entendo a razão que o leva a os ofender, assim como aos participantes do Primeiro de Maio, e seus organizadores.


De Afonso Miguel a 21 de Maio de 2009 às 19:25
Não acredito que o Bloco o faça nos mesmo moldes, e é por isso que o comunismo é neo : na forma de estar, de se apresentar e de actuar enquanto governo.

Essa de que os católicos tradicionalistas desdenham o povo é fantástica. O facto de acharmos que não deve competir às massas a decisão sobre questões políticas que envolvam a dogmática moral é a mesma em que assenta a Igreja há séculos. Ou também é daqueles que pensa que a Igreja é uma democracia porque o Papa é eleito em conclave? Veja-se o caso do referendo ao aborto e explique-me como pode um católico ser democrata.

E quanto ao trabalho, é natural que desprezemos os partidos à esquerda, já que a visão materialista que têm do mesmo (e da existência em geral) não se encaixa na católica. Se eles são a vanguarda de tudo o que é anti-cristão , é natural que os tenhamos por inimigos. Não se trata da existência dos sindicatos em si, que até há boa escola católica no sentido da sua existência, mas das forças que hoje os promovem.


De Mário Ramos d´Almeida a 21 de Maio de 2009 às 20:21
A moral deve ser individual e não imposta pelo estado ou pela igreja. A igreja só a pode sugerir aos seus fiéis. Se a igreja é uma democracia ou não, não me diz respeito.
O senhor assume-se então como não democrático. Por mim fica tudo dito.
Eu não me encaixo, muito menos sigo, os ideais católicos, logo sou seu inimigo? Que idiotice tremenda. Quando muito eu o considero um adversário politico, nunca um inimigo. Essa sua visão do catolicismo, e do cristianismo em geral, é demasiado belicista para eu a considerar a verdadeira doutrina ensinada por Jesus Cristo, figura histórica que eu muito respeito. Por Jesus posso sentir admiração, por si apenas posso sentir desprezo.


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