Terça-feira, 10 de Julho de 2012

 

Lendo este pedaço do "Anti-cristo" de Nietzsche, como dizer que não nos tornámos nietzschianos?

11. Uma palavra ainda contra Kant enquanto moralista. Uma virtude deve ser nossa invenção, nossa defesa e nossa necessidade pessoais: tomada em qualquer outro sentido, não passa de um perigo. Aquilo que não é uma condição vital é prejudicial à vida: uma virtude que não existe senão por causa de um sentimento de respeito pela ideia de «virtude», como Kant a queria, é perigosa. A «virtude», o «dever», o «bem em si», o bem com o carácter da impersonalidade, do valor geral - quimeras onde se exprime a degenerescência, o último enfraquecimento da vida, a chinesice de Conisberga. As mais profundas leis da conservação e do crescimento exigem o contrário: que cada um inventa a sua própria virtude, o seu imperativo categórico. Um povo perece quando confunde o seu dever com a concepção geral do dever. Não há nada que arruíne mais profundamente, mais radicalmente, do que o dever impessoal, o sacrifício perante o deus Moloch da abstracção. (...)



publicado por Afonso Miguel às 16:52 | link do post | comentar

escudo_ASC
facebook-button twitter-button
Posts recentes

!

comentários recentes
Afonso Miguel não desista! Muita força para contin...
Filhos de Ramires não desistem.
O que faz o Afonso Miguel aí? Faz o que fazem as t...
A propósito de "trendy"...http://www.youtube.com/w...
Reduzir a despesa do Estado - as famosas gorduras ...
As Missas ordinárias que passam na TV são bem o es...
Estas Missas televisionadas de Domingo são um autê...
Ora nem mais. Adivinhaste o meu pensamento. É exac...
E os fiéis em palhaços de circo... Pobre senhora.
Está a ser uma excelente leitura. Aguado o outro. ...
arquivos
Tags

aborto(1)

arquitectura(7)

bento xvi em portugal(19)

filosofia(23)

fsspx - roma(29)

geral(80)

história(69)

liturgia(165)

maçonaria(36)

monarquia(68)

música(13)

planeta dos macacos(44)

política(307)

religião(468)

todas as tags

blogs SAPO
RSS