Sábado, 9 de Junho de 2012

É reconfortantemente triste assistir a este circo da selecção nacional em estreia europeia num 10 de Junho antecipado e esquecido. Há no ar um desespero português disfarçado a drunfos de futebol e do big brother dos meninos heróis (quais condestáveis...) e espelhado num presidente da república praticamente sozinho a espetar um ramo de flores protocolares na campa de Camões. O facto, é que ninguém quer saber da república a não ser os que dela vivem, o que acaba por satisfazer um certo espírito reaccionário. Embora seja certo que a indiferença é prima da impunidade, este abandono do culto nacional pelas vias comemorativas que o regime promove é revelador de que o povo não se revê no regime, consciente ou inconscientemente. Situação bem distinta da vivida pelos nossos históricos aliados que, bem ou mal, souberam manter uma monarquia que é a própria nação.



publicado por Afonso Miguel às 16:54 | link do post | comentar

2 comentários:
De Rafael Castela Santos a 11 de Junho de 2012 às 22:54
¿De verdad, querido amigo, "aliados" de los portugueses? 
¿De verdad que son aliados quienes humillaron a Portugal hasta la saciedad en Methuen? 
¿De verdad que son aliados quienes precipitaron a Portugal en la pérdida de sus territorios en África e impidieron la lógica política lusa de conectar Angola y Mozambique? 
¿De verdad que pueden ser aliados de un país católico quienes han hecho su único objetivo destrozar todo lo católico a lo largo de 500 años consecutivos? 
¿De verdad que pueden ser aliados de nadie quienes son parte constitutiva del V Imperio? 
Y, por cierto ... ¿qué monarquía? ¿una espuria de unos impresentables alemanes hannoverianos? ¿O la verdadera monarquía de Inglaterra, la legítima, sería una que fuera católica, ergo jacobita? 
Un fuerte abrazo en Cristo Rey y María Reina, 


Rafael Castela Santos 


De Afonso Miguel a 13 de Junho de 2012 às 14:45
Caro Rafael,


Em primeiro lugar, é uma honra receber um comentário seu nesta casa. Sigo atentamente tudo o que escreve, sobretudo nestes últimos tempos sobre as relações entre a FSSPX e Roma.


Quanto à expressão "históricos aliados", faltou coloca-la entre aspas. Era para ser irónica. Óbvio que que a história de aliança entre Portugal e Inglaterra é feita de rasteiras e enganos e que de aliados os ingleses tiveram sempre pouco.


Relativamente à monarquia, se é certo que não é aceitável o argumento de que é um regime em si superior (um argumento ideológico), tendo a encontrar-lhe essa superioridade real mais que não seja na capacidade natural de encarnação da nação e de coesão nacional. Bem ou mal, como escrevi, a monarquia britânica contribui para essa encarnação e coesão, ainda que o seu carácter anti-católico a condene.


Um abraço


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