Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

 

A propósito da manifestação de amanhã, deixo-vos este texto publicado na revista Resistência, número quadruplo Novembro/Dezembro de 1977, sem firma:

ABORTO: SIM OU NÃO?

 

Sob este mesmo título publicou o Diário de Notícias de 25/1/78 (nota minha: a data está errada quanto ao ano, atendendo à da revista) um inquérito que nos merece alguns reparos.

 

Após avisar o leitor incauto de que “a estimativa (do inquérito sobre o aborto) resulta de indicações de dados cuja veracidade não pode ser rigorosamente garantida em virtude de ser difícil obter respostas directas sobre este problema”, o senhor Mário Bacalhau tem uma amnésia brusca, partindo precisamente dessa estimativa para uma longa série de especulações numéricas sobre a aceitação ou não da prática do aborto. Sem nunca evocar a Ciência ou a simples Moral, limita-se o autor a expor a fria mensagem, a tal “cuja veracidade não pode ser rigorosamente garantida”.

 

Embora conclua que “é evidente que a recolha de opiniões acerca do aborto e a sua análise estatística não servem para justificar leis ou princípios morais e sociais de condenação ou aceitação do aborto”, o que é certo é ter sido feito um longo trabalho de mentalização, pois a verdadeira “conclusão” a extrair do inquérito é bem clara: “Uma boa parte das mulheres portuguesas já praticou o aborto, pelo menos uma vez”. Conclusão peremptoriamente afirmada, voltamos a recordar, com base em dados cuja veracidade não foi rigorosamente garantida.

 

Tratar o problema do aborto sob esta capa de pseudo-neutralidade é já em si um atentado à Ciência, à Lei Natural e à Moral tradicionalmente católica do nosso Povo.

 

Perante o assassinato, o roubo, a violação, etc., não se vai “objectiva e neutralmente” fazer um inquérito sobre a quantidade de cidadãos que praticou algum destes crimes.

 

Nem mesmo que tal se fizesse esses crimes deixariam de ser aquilo que são: aberrações do homem pervertido e caído da Graça.

Quem estará por detrás de toda esta orquestração “Pró-aborto” que se vem cada vez mais fazendo ouvir na “nossa” Imprensa e na “nossa” Rádio e Televisão?

 

A quem interessa a degradação dos nossos costumes?

 

A quem serve o crime?

 

Numa palavra: QUEM PODE ESTAR INTERESSADO NA DIMINUIÇÃO DA POPULAÇÃO PORTUGUÊSA?



publicado por Afonso Miguel às 17:24 | link do post | comentar

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