Segunda-feira, 27 de Junho de 2011

 

O Cardeal-Patriarca de Lisboa apostatou, novamente. Parece que para o "medíocre" D. José a Ordinatio Sacerdotalis de João Paulo II não pertence ao depósito da Fé Católica, e a ordenação de mulheres será questão de tempo: "Teologicamente não há nenhum obstáculo fundamental", diz ele. De facto, perante isto, não conseguimos compreender a decisão de Bento XVI em manter este dinossauro do modernismo "em funções" por mais dois anos, tempo que se avizinha longo e duro. A não ser que seja para dar espaço à paródia herética e justificar um sucessor nos antípodas. Rezemos...


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publicado por Afonso Miguel às 17:20 | link do post | comentar

9 comentários:
De Presbyterum in Tagus celebret a 27 de Junho de 2011 às 18:49
Não é de estranhar  esta posição do senhor patriarca. Condiz com o espirito modernista qque sempre o norteou. Basta ver a carta que enviou as paderes sobre a Sumorum Pontificun e as dificuldades que impôs a quem a quer celebrar. Mas isso é uma generalidade no Episcopado Portguês.
Tenho a andado a ler o Ritual do Rito extraórdinário. Já pensei, em arranjar forma de o aprender e pelo menos uma vez por mês poder celebrá-la na Paróquia. O problema pôe-se se o Bispo sabe. E na minha Igreja posso celebrar a Missa o ritual de São Pio V. Tenho altar mor com Cruz e 6 candelabros.
Pelo menos, quando a Santa Missa acaba, não saio do altar sem rezar as orações Leoninas, a antes da missa rezo na sacristia o salmo Intrabo ad altare Deu,
Espero um dia poder mais.
Abraço.


De Alef a 27 de Junho de 2011 às 22:33
A mofa do «Presbyterum in Tagus celebret» (comentário anterior) é demasiado evidente para ser levada a sério.

Quanto ao «post»: sugiro ao articulista que estude o que significa apostatar. Uma palavra como esta tem um sentido técnico muito preciso e não se deve brincar com ela. Grande parte do descrédito do discurso dito tradicionalista passa por coisas deste tipo e destas poderiam livrar-se.


De Afonso Miguel a 27 de Junho de 2011 às 22:43
A apostasia é a renúncia declarada (neste caso, descarada) de uma crença religiosa ou da própria Fé, normalmente em favor de outra. Há que denúncia-lo, sem papas na língua. Foi isso que aconteceu e por isso não vejo qual é o caso.

Quanto à "mofa", sugiro-lhe eu a si que não insinue, para mais dessa forma. Sei bem quem comentou e quão real é a situação.


De Alef a 27 de Junho de 2011 às 23:33
Não, o termo «apostatar» é neste caso canonicamente incorrecto e abusivo. Consulte-se o Código de Direito Canónico, que define os termos com precisão.

Quanto ao comentário que me pareceu mofa, se não é mofa, só posso exprimir o meu espanto!

Não quero que ninguém se sinta ofendido, mas pergunto: se, como «parece», quem escreve é um sacerdote, como compreender que escreva tão mal Português e não acerte uma única expressão latina? Se for estrangeiro, entende-se que tenha dificuldades com o Português, mas como se explica que no Latim não acerte uma? «Sumorum Pontificun»: dois erros; «Intrabo ad altare Deu»: dois erros; «Presbyterum in Tagus celebret»: vários erros!

De resto, o texto parece-me artificial e despropositado na exposição. A invocação dos seis candelabros é anedótica, como se isso fosse algo difícil de conseguir... Seria mais compreensível que dissesse: «Tenho todos os paramentos, incluído o manípulo e todos os objectos do altar, incluindo a bolsa dos corporais e o véu do cálice», já que estes praticamente desapareceram das sacristias. Mas os candelabros, é coisa demasiado fácil de encontrar...

Também a referência às orações leoninas parece despropositada. Se se trata de um sacerdote e quer uma aproximação à forma extraordinária há muitas formas mais explícitas, compatíveis e coerentes, como o uso de Latim em algumas partes, incluindo coisas simples como o «Agnus Dei».

Tal como está escrito, parece-me coisa pouco séria... Mas peço desculpa se for verdade... A verdade é que há surpresas...


De Afonso Miguel a 29 de Junho de 2011 às 15:30
Então, na sua opinião, qual o termo correcto?


De Presbyterum in Tagus celebret a 28 de Junho de 2011 às 00:54

O Alef ainda anda por aí a espalhar os seus erros e esse espirito nodernista?
Não sei como tem tempo para esccrever en tantos sitios só para desancar, È aqui, é no Paróquias é no da Magdalia,. Não deve ter muito que fazer. Aconselho-o anas ferias a ler todas as enciclicas e exortaçoes de joão Paulo II, já que tempo parece ter. Comece, pelo "»Veritatis Splendor" depois o "Humanae Vitae.
O Aleg ainda entendeu que o magistério bão se descute., aceita-se com espirito de humildade, e procura-se entender, pedindo ao Divino Espirito Santo que o ajude a entender aqquilo que ten duvidas, confianfdo contudo na Igrejam coisa ques modernistas fazem, acham que é no livre pnensamento (maçónico) que desobrem a verdade. Há uma crise de Fé na Igreja, um clima de suspeita, O que Ela diz tem de ser esmiofrado até encontar algo que possam atacar. Issso não é ser católico é mais luterano.~
Aliás tenho sérias duvidas se essse ALEF é católico Apostolico Romano.


De Alef a 28 de Junho de 2011 às 20:04
Tem andado algo desatento. Este ano ainda não escrevi absolutamente nada no Paroquias.org e no blogue da Magdalia não escrevo nada há muito mais tempo. Portanto, os seus considerandos sobre o meu tempo e o modo como o ocupo parecem despropositados. De resto, não é questão de que se deva (pre)ocupar.
Quanto às Encíclicas citadas, esteja descansado, já as li.
Sim, há uma crise na Igreja, mas não é prioritariamente uma crise de obediência, mas sim uma crise de vida espiritual e oração. E de fé de que o Espírito Santo conduz a Igreja, coisa em que muitos tradicionalistas parecem ter deixado de acreditar.
Quanto às suas dúvidas sobre a minha catolicidade, as suas orações serão mais úteis que as desqualificações.
Entretanto, fica-me a curiosidade de saber se, como parece dizer no primeiro comentário, realmente é sacerdote.


De JSarto a 28 de Junho de 2011 às 11:01

Ao questionar um ensinamento definitivo do magistério, D. José Policarpo, mais do que excluir-se da comunhão com Roma, excluiu-se certamente da própria comunhão eclesial católica. Ora, tal factualidade impossibilita definitivamente que o mesmo possa continuar a governar o Patriarcado durante mais dois anos (que sempre seriam penosíssimos para o bem das almas dos fiéis católicos), devendo Roma, perante atitude de tamanha gravidade, destituir de funções o Bispo de Lisboa com toda a urgência que o caso impõe.



De Afonso Miguel a 29 de Junho de 2011 às 15:41
Há muito tempo que não existem condições para grande parte dos bispos portugueses governarem a Igreja nestas terras de Santa Maria. Há muito tempo, portanto, já deveria Bento XVI ter agido. Pode ser que a espera seja recompensada. Se viesse para o Patriarcado um D. Athanasius Schneider, como alguém sugeriu no teu blog, é que era a matar! Rezemos...


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