Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010

Quando Cavaco Silva teve o desplante de anunciar a sua recandidatura à presidência da república, garantiu aos portugueses a independência total em relação a qualquer partido político. É uma mentira comummente aceite sobre os mais elementares interesses que levam a uma eleição. Nada de novo, portanto. Mas Cavaco elevou a fasquia: ele chega a ser independente de si mesmo. Foi-o no aborto, como recordará a história, num dos maiores actos de cinismo disfarçado a que Portugal assistiu, e é-o novamente na corrida presidencial. Fala a duas vozes, uma do candidato e outra do Chefe de Estado, demonstrando à saciedade que o principal problema do republicanismo jacobino é, tão só e sem grande elaborações, uma gravíssima e fingida perturbação de identidade.



publicado por Afonso Miguel às 00:34 | link do post | comentar

1 comentário:
De António Bastos a 8 de Novembro de 2010 às 18:10
Contaram-me por alto aquilo que foi o seu patético discurso de recandidatura tipico de um egocêntrico, que está deslumbrado com ele próprio. Enfim são as """elites""" da república jacobina.


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