Terça-feira, 10 de Agosto de 2010

Faz pouco tempo, o amigo JSarto escreveu :

 

Noutra ainda (diocese), um grupo de fiéis devidamente organizado conseguiu convencer um pároco a ceder-lhe uma capela com vista à celebração da Missa tradicional. O celebrante nem sequer seria esse pároco, mas um outro sacerdote diocesano. Acto contínuo, logo apareceu um cónego da Sé local a intimidar o referido pároco com diversas ameaças que se consumariam, caso tal projecto fosse para a frente. Não foi.

 

Este caso é verídico e eu era um dos fiéis. A única correcção a ser feita é que não terá sido um cónego a "intimidar" o meu pároco, já que aqui não há cabido, mas o prior da Sé. Convém também acrescentar que - espantem-se, ou não... - a mesma capela é utilizada por ortodoxos romenos (cismáticos), que celebram no rito bizantino ao Domingo de manhã, com autorização do Bispo local.



publicado por Afonso Miguel às 19:54 | link do post | comentar

2 comentários:
De Zorro a 11 de Agosto de 2010 às 21:45
Mas olha que esse Prior já está muito mais Santo. Tem celebrado a Santa Missa com uma dignidade irrepreensível. Parece um Sacerdote da Opus Dei.
Talvez já pense de maneira diferente e seja altura de indagar novamente sobre essa possibilidade.
Não é que venha a ser uma celebração muito participada porque o rito é incompreensível para a larga maioria dos participantes, especialmente dos interessados em assistir por mera curiosidade histórica.
Há gente tão preocupada com liturgias, quando só uma coisa é necessária! (sempre sem descurar a dignidade das celebrações, que é indispensável) Não se oferecem a Deus coisas mal feitas nem pouco cuidadas. Deus atende mais um coração humilde, humilhado e contrito, do que muitos convencidos no alto das suas doutorices.


De Hugo Pinto Abreu a 13 de Agosto de 2010 às 23:53
Caro Zorro,

Posso pressupor então que a referência ao aumento de santidade do clérigo em questão, outrossim da oportunidade de uma nova investida, fosse de cariz irónico, caso contrário o seu comentário seria auto-contraditório.

Confesso que não vou perder tempo a escrever grandes textos para lhe convencer da importância da liturgia. Certamente que este ou outros blogues estão cheios de textos que exprimem adequadamente essa realidade.

Contudo, como se vê que já que aprendeu - ou pelo menos sabe repetir -  a grande verdade, essa que diz que "a Deus não se oferecem coisas mal feitas", pergunto-me ainda como é que pode escrever o que escreveu.

Permita-lhe sugerir-lhe apenas um princípio de filosofia tomista, que juntamente com o princípio "a Deus não se oferecem coisas mal feitas", o poderá levar, com a Graça de Deus, a fazer comentários mais felizes: "Em tudo o que não depende do acaso, a forma é necessariamente o fim da acção".

Aceite os meus melhores cumprimentos,

Hugo Pinto Abreu


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